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Programação – Aprendendo uma nova língua

O tempo da geração que usava disquete, internet discada e Windows 98 já passou. Se antes precisávamos desvendar os mistérios do pacote Officie, agora é o momento de aprender uma nova linguagem e maneira de se comunicar com um mundo diferente, mais tecnológico do que tínhamos anteriormente.

Percebendo isso alguns projetos buscam formas democráticas de distribuir, para adultos e crianças, novas formas de pensar e aprender.

O Hackaball é um ótimo exemplo. Ele é um brinquedo inteligente e responsivo com o qual crianças podem aprender a programar e inventar seus próprios jogos.

Feito de silicone e maleável como uma bola de brinquedo comum, seu diferencial está em um microcomputador, luzes de LED e sensores como acelerômetro, áudio, microfone e chip de vibração.

Assim, a criança começa a aprender os princípios da programação no momento que começa a brincar, experimentando a tecnologia sem se isolar do mundo real.

Hackaball, um brinquedo que ensina crianças a programar (Imagem de divulgação)

Hackaball, um brinquedo que ensina crianças a programar (Imagem de divulgação)

O robô Codie é outro brinquedo com a missão de ensinar através da diversão. Ele pode ser um carrinho de controle remoto comum, como também pode ser um robozinho capaz de ser programado através de um aplicativo para smartphones com interface simples e intuitiva.

Com ele, a criança tem seu primeiro contato com a lógica da programação, suas variáveis e condicionais e a brincadeira evolui permitindo que o código gerado possa ser compartilhado entre a garotada cadastrada no aplicativo. Para deixar a experiência ainda mais completa, é possível exportar o código feito na interface do aplicativo para Javascript.

Robô Codie, um carrinho programável através de um app para smartphones (Imagem de divulgação)

Robô Codie, um carrinho programável através de um app para smartphones (Imagem de divulgação)

Similar a esses brinquedos, temos o Kano Computer, um computador montável. Quando  pronto, ele disponibiliza um sistema operacional amigável para a criança aprender conceitos básicos de programação, dando a possibilidade de customizar seus próprios jogos. O pong.kano, criado para aprender a lógica da programação do jogo de ping pong, é um exemplo.

Kano Computer,um computador montável para crianças (Imagem de divulgação)

Kano Computer,um computador montável para crianças (Imagem de divulgação)

 

Mas esses brinquedos não são a única forma fácil de aprender essa linguagem.

A plataforma codeacademy é um portal democrático onde as pessoas podem acessar lições simples e didáticas de programação em várias linguagens, que se desenvolvem em aplicações diferentes da web e possibilita o usuário realizar projetos como um site pessoal.

Aula de HTML e CSS na codeacademy

Aula de HTML e CSS na codeacademy

Seguindo esse pensamento de deixar o conhecimento de programação acessível a todos, a instituição code.org se dedica a tornar a programação uma matéria cada vez mais frequente nas escolas e deu início ao movimento chamado Hora do Código, que busca desmistificar a complexidade da programação.

Imagem de Amostra do You Tube

Existem também outras formas de aprender diferentes aspectos do mundo da programação.

O site Blockly Games reúne jogos para os programadores iniciantes. Ao terminar cada tarefa, o usuário consegue ler o código que levou ele a executar uma ação e assim, se prepara para usar formas convencionais da linguagem de programação.

Seguindo esse  formato lúdico de ensino a plataforma CheckIO, focada em linguagem Python, oferece uma experiência completa e alguns códigos podem ser analisados por Guido van Rossum, criador da linguagem.

O ambiente da plataforma CheckIO

O ambiente da plataforma CheckIO

Da mesma forma, o CSS Dinner tenta transformar o aprendizado da linguagem CSS em algo divertido usando o ambiente de um jantar.

CSS Dinner, uma plataforma que ensina linguagem CSS

CSS Dinner, uma plataforma que ensina linguagem CSS

Já o Silent Teacher é um jogo mais simples, comparado aos outros apresentados aqui. Apesar de não ser tão explicativo, seus pequenos desafios ensinam a lógica por trás da programação.

Esses projetos fazem parte de um universo vasto como a própria programação. Assim, diferentes gerações tornam-se mais próximas das tecnologias que as rodeiam e a programação passa a ser como um segundo idioma, necessário para uma conversa permeada por tecnologias.

Conhece outras iniciativas como as que apresentamos? Mostre  nos comentários!

Fontes: B9, Medium

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A Publicidade que Empodera a Mulher

Muito vem sido discutido sobre o papel da publicidade na construção da imagem que a mulher tem de si. Dois exemplos no Carnaval desse ano nos mostra o quanto esse assunto é complexo.

Primeiro, a ação de duas amigas fez com que a Skol retirasse alguns anúncios de mobiliário urbano que possuíam uma mensagem dúbia em relação ao tema. 

Mila Alves e Pri Ferrari em uma intervenção contra a campanha da Skol no Carnaval de 2015.

Mila Alves e Pri Ferrari em uma intervenção contra a campanha da Skol no Carnaval de 2015.

E logo depois, inspirados por esse evento, o coletivo 65|10 lançou a cerveja Feminista com o objetivo de reforçar essa discussão. 

Cerveja Feminista lançada pelo coletivo 65|10

Cerveja Feminista lançada pelo coletivo 65|10

Esse nome nome foi inspirado em duas estatísticas:

A primeira diz respeito a pesquisa feita pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, que revela que 65% das pessoas entrevistadas acreditam que o padrão de beleza nas propagandas está distante da realidade das brasileiras. Já a segunda estatística se refere ao espaço que as mulheres ocupam nos departamentos de criação das agências brasileiras, que é menos de 10%. Mas a importância dessa discussão não é algo exclusivo do Brasil.

Em 2014 o portal SheKnows constatou através de uma pesquisa que 52% das mulheres admitem comprar um produto porque identificam-se com a maneira que são representadas em suas campanhas e 43% afirmaram que sentem-se bem apoiando essas marcas. Essas informações fortalecem um movimento chamado femvertising que busca alinhar o conteúdo produzido pela publicidade com a necessidade que as mulheres sentem por representatividade.

Iniciativas como essas vêm sido realizadas há algum tempo. Em 2011 o The Representation Project lançou o documentário “Miss Representation” que discute o efeito prejudicial exercido pela publicidade na construção de noções de gênero em nossa sociedade. O documentário se desdobrou em um trabalho constante nas redes sociais que discute a representação da mulher nos meios de comunicação e um segundo documentário chamado “The Mask You Live”.

O documentário Miss Representation

 

O resultado pode ser percebido em campanhas como #LikeAGirl da Always, ovacionada em um estádio lotado durante o Super Bowl, um dos eventos mais importante da publicidade e campanhas como a Linha 180 da agência New Style que combate a violência contra a mulher.

Isso tudo representa um panorama promissor na publicidade, que incentiva criativos a ultrapassar barreiras impostas por uma série de preconceitos, tornando nossas campanhas mais conectadas com o público alvo.

Esse ano nós decidimos fortalecer essa visão no trabalho que realizamos para nossos clientes. O Dia das Mulheres no Grupo EPO ganhou um tom diferenciado nas redes sociais com um conteúdo que eleva a capacidade da mulher de construir e modificar os espaços a sua volta, através de postagens que homenageiam arquitetas talentosas. Para nós fica claro que o papel das pessoas que produzem comunicação é acreditar no valor que a comunicação tem em construir imagens positivas. 

Vocês tem algum exemplo positivo de campanha voltada para a mulher? Deixe nos comentários!

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