Mídias Sociais 3×3

O segundo dia de Social Media Week começou com a discussão “Mídias Sociais” 3 x 3, onde três profissionais de diferentes empresas, (Marcelo Salgado, Gerente de Redes Sociais do BradescoMaristela Mafei, Presidente da Máquina Comunicação e Ilca Sierra, E.Commerce Marketing Manager do Magazine Luiza), moderados por Jackson Fullen, sócio da Sixpix Contentapresentaram seus pontos de vista sobre as relações entre marcas e cliente final.


Ao apresentarem cases como o poema do Bradesco e o recém lançado Magazine Você,  eles mostraram que a redes sociais construíram um novo hábito do consumidor, e que é importante estar sempre ciente do que se passa na cabeça deles, para oferecer novas formas de relacionamento. Para finalizar, afirmaram que nas redes sociais o foco deve estar na relação com os clientes, e não no serviço prestado. Mas nem por isso ele deve deixar de existir.

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You’re Doing it Right!

No Learning Stage (sala com menor capacidade, porém com as melhores palestras), Ian Black (CEO da New Vegas) e Solon Brochado (Diretor de Planejamento da DM9 Sul) falaram menos de mídia e mais de social. Afinal, apesar do uso massivo do marketing e da propaganda, a verdadeira essência desses meios é a relação entre as pessoas.

Com esse argumento, foram citados alguns cases de caráter mais humano, que usaram as redes sociais para fazer o bem.

SOCIAL
Shoot the Shit – jogando golf nos buracos das ruas de Porto Alegre.
Riot Cleanup – ajudando a recuperar áreas que foram afetadas pelas manifestações de Londres.
Vote na Web - monitorando seu candidato durante todo o mandato.

SAÚDE
Google flu – detectando possíveis epidemias de gripe através de citações na rede.
E-patients e Patients like me – pessoas que sofrem de doenças não tão comuns debatem com médicos e outros interessados sobre esses problemas.
Carly’s Voice – menina autista que não consegue falar, mas explica através de um blog como funciona a sua vida e a de outros à sua volta.

POLÍCIA
Operation Tidal Wave e Cold Case Initiative (Fbi) – redes de identificação de criminosos criadas pela polícia na Internet.

Quando indagado pelo público sobre a responsabilidade da mídia nesse tipo de ação, Ian Black foi direto, e disse que ninguém deve depender de outros para tomar esse tipo de iniciativa. E que se o problema da execução estiver na arrecadação de fundos, basta procurar um site de financiamento coletivo e encontrar outros interessados em sua causa.

Para finalizar, foi firmado um compromisso com os presentes: a participação no Projeto adote uma banda, aonde cada Social Media ficará responsável por uma banda que goste e acredite, e usará toda a sua expertise para que ela faça sucesso através da Internet.

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A Kloutifcação da Sociedade

Rosana Hermann, Fábio Rex e Edney Souza debateram um ponto muito importante: em redes baseadas em relacionamento, como definir,  quantificar e qualificar a relevância de cada usuário? Para isso , muitas empresas hoje utilizam o Klout, ferramenta que define uma nota para cada usuário, de acordo com as atividades que ele exerce em cada rede social, e como elas são recebidas pelos seus seguidores. Como esse número é constantemente mutável, ocorre uma espécie de SEO na ferramenta, o que faz com que pessoas não tão relevantes assim passem a ter notas altas. Até que ponto isso pode ser relevante?

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#Redemis: Informação ou Rumor?

Como fazer apuração jornalística nas redes quando as informações vem de todos lugares e urgem? Foi a pergunta respondida por Rosana HermannMarcelo Zorzanelli (editor da Revista Alfa e redator do Sensacionalista), Gilmar Lopes (editor do E.Farsas), Jose Luiz Goldfarb (#RedeMIS) e Diego Iraheta (Brasil 247). Apesar do bate-papo ser extenso e confuso, a resposta foi unânime: em primeira instância, desconfie de tudo.