3bits Vision 17.05.2016

3bits Vision – Review Cannes 2015 – Parte 3

3bits Vision – Review Cannes 2015 – Parte 3

Muitas vezes, quando desenvolvemos algum projeto, criar para ele um recurso personalizado parece ser essencial. Porém, se ele já existe, isso torna a ideia menos criativa?

The Martin Agency, mostrou que não há uma única forma de definir se algo é criativo. Ela utilizou os primeiros segundos de anúncio disponíveis no Youtube para falar tudo que era preciso sobre seu produto, porém, quem escolhesse não pular iria se deparar com uma continuação totalmente fora do comum. Aplicando assim, um recurso já existente, ganhando o Grand Prix em Film.

E, se no intervalo do Super Bowl, uma das maiores plataformas de mídia da publicidade, você não tem tantos recursos quanto seus concorrentes, o que fazer? A Grey New York teve uma criativa resposta. Sem orçamentos gigantescos, ela utilizou o tempo de seus concorrentes na TV para reverter a conversa em seu favor, incentivando os usuários do Twitter a compartilhar a hashtag #VolvoContest. Uma ação simples, com um recurso existente, em uma plataforma próxima ao usuário, com o incentivo certo, foi capaz de render além de engajamento, um Grand Prix em Direct.

Tão efetivos quanto hashtags, desafios podem quebrar a internet, ainda mais se estiverem relacionados a uma boa causa. Foi assim que a ALS Association contagiou o mundo inteiro, permitindo que muitos experimentassem um pouco  do que os pacientes de esclerose lateral amiotrófica sentem, levantando consciência sobre a seriedade da doença. E para ganhar Gold em Mobile, foi preciso apenas um vídeo e empatia.

Empatia também foi necessária para que a ação Print For Help da FCB Brasil São Paulo desse certo. Eles entenderam a urgência que uma pessoa tem em encontrar alguém desaparecido e utilizaram a rede de Wi-Fi que conecta as impressoras HP para incentivar a impressão de mais cartazes, agilizando o processo de busca. Um ótimo uso de um recurso que nem sempre é lembrado.

Portanto, vimos que o recurso nunca deve limitar nossa atuação, pelo contrário, nós  devemos até mesmo extrapolar o que eles têm a oferecer para que se adaptem a nossa proposta, concluindo assim a nossa Review Cannes 2015.

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