Watson é um supercomputador criado pela IBM, que em fevereiro será, digamos, posto a prova em um programa de televisão americano de competição, o Jeopardy (algo como o show do milhão). Pois bem, para disputar com seres humanos Watson precisava de uma representação, um avatar e esse foi o trabalho de Joshua Davis e Branden Hall. Para isso eles utilizaram a linguagem ActionScript do Flash.
O resultado você pode ver abaixo e uma rodada de testes do programa e que por sinal terminou com a vitória de Watson.
A temática desse livro é especialmente interessante para quem está envolvido com a criação de produtos digitais, pois trás uma crítica sobre a alienação das pessoas sobre o funcionamento e os reais objetivos de tais produtos. Será que a percepção das pessoas sobre o que é e para que serve um Facebook da vida é a mesma que os seus criadores tem? É uma questão muito importante, pois muitas vezes quem cria tais produtos, sejam designers de interação ou não, esquecem do impacto social que os produtos interativos tem sobre na sociedade e as pessoas. Essa frase do autor resume bem a história: “If you don’t know what the software you using is for them you not using it, but been using by it”.
Outra relação importante do tema para com os designers é a habilidade de programar, que além de ser cada vez mais exigida nas etapas de prototipação, principalmente de produtos físicos, também é uma importante ferramenta para ampliar as possibilidades criativas do designer. Em compensação tal habilidade é com freqüência evitada ou mesmo negada por boa parte dos designers, que tendem a seguir uma lógica de mercado que cada vez mais cria especializações e separações rígidas entre as áreas, no caso, entre designers e programadores.