Essa semana recebemos uma indicação de um vídeo do nosso parceiro ilustrador Alexandre Wagner. Marcella Coad e Paul Constantakis dirigiram o “Bleep Blap Bloop”, um experimento entre homens e mulheres para tentar identificar quem são melhores em reproduzir efeitos sonoros. Tiros, sabres de luz e metralhadores são alguns dos sons propostos. Vejam o vídeo.
Bem, na verdade esse post não é sobre o vídeo em si, mas ele nos ajudou a pensar algumas coisas a respeito do trabalho que desenvolvemos.
O sucesso na criação de um projeto interativo depende de uma informação básica: quem é o nosso usuário? Se não soubermos para quem estamos desenhando, nossa interface corre o risco de não ser efetiva. A bibliografia sobre “Design de Interação” é repleta de informações sobre “design centrado no usuário”, testes a/b, e áreas correlatas. Mas definitivamente não é fácil identificar claramente quem é essa pessoa que vai interagir em nossa interface. Algumas vezes trabalhamos com esses usuários do vídeo acima: pessoas que aparentemente possuem uma uniformidade (faixa etária, perfil econônico/social…) mas são completamente diferentes no momento em que precisam executar uma tarefa.
Recentemente a 3bits desenvolveu uma análise de estratégia de comunicação para o SIMI – Sistema Mineiro de Inovação. O SIMI é uma plataforma para desenvolver a inovação no estado de Minas Gerais, através da convergência entre o governo, as universidades, os pesquisadores e as empresas. Utilizando metodologias de “Design Thinking”, nosso trabalho foi basicamente o mesmo que escutar todos os usuários emitindo sons de helicópteros, armas e robôs :-). Foram realizados processos como Workshops e Pesquisas, para detectarmos os problemas e apontarmos as soluções adequadas para cada um deles. Vimos que cada um entendia o projeto de uma maneira distinta e que a comunicação e a interface online deveriam primeiramente alinhá-los no entendimento da plataforma. Veja o vídeo-resumo do projeto.
Após entender o problema, desenvolvemos a nova estratégia de comunicação e desenhamos a interface da nova plataforma online – que está em desenvolvimento – e em breve o Simi terá uma nova cara. Assim que isso for realizado, emitiremos alguns sons avisando vocês :-)





O motivo desse livro ser tão interessante é que não se trata de uma obra sobre técnicas de pesquisa ou cases de projetos, como quase todos os outros livros sobre Design de Interação costumam ser. Isso pode até soar estranho já que o design é uma área/atividade extremamente prática, mas isso não exclui a capacidade teórica, reflexiva e crítica de quem faz design e essa tal capacidade de embasamento conceitual é justamente o que destaca os bons designers. Os autores fazem uma reflexão crítica sobre o papel do designer, sua prática, seu processo de trabalho, as características do seu pensamento e de suas ações e o questionamento sobre o real resultado do seu trabalho.