
De 1 a 4 de dezembro, aqui em Belo Horizonte, aconteceu o IxDSA11 – Interaction South America 11. Foi a terceira edição do evento sobre Design de Interação, agora organizado pelo IxDA BH. Muita gente bacana envolvida: Caio Cesar, coordenador da pós Design de Interaçao IEC/PUC, os amigos da Vöel (incluindo um ex-3bits, Dudu Loureiro) e da Latitude 14, entre outros.
Geralmente os eventos realizados por aqui tem um foco local: público-alvo e palestrantes. E nesse quesito que o IxDA SA é diferente. Além dos mineiros, uma presença massiva de designers (de outras regiões do Brasil e América do Sul) que vieram para BH apenas para o evento. Aí reside o maior feito. A integração e o compartilhamento de ideias são diferentes.
Logicamente isso só é possível se direcionado pelas ótimas palestras, com destaques para as 3 abaixo:
- Bill Scott (diretor de desenvolvimento do PayPal)
Discutiu alguns princípios universais do design e suas aplicações nas interfaces físicas e web. Destaque para o case da interface para TV da Netflix.

- Mike Kuniavisky (designer de experiência e co-fundador da Adaptive Path, ThingM e Crowdlight)
A partir do conceito de ubiquidade, Mike mostra como os produtos físicos estão migrando para meros avatares de serviços.
- Mike Kruzeniski (diretor de criação no Windows Phone design studio)
Falar em uma evento sobre design de interação sobre um produto Microsoft não deve ser tarefa fácil. Kruzeniski falou sobre design aplicado à mobilidade, com exemplos sobre o novo OS Windows Phone 7.

Além desses, profissionais da IDEO, RG/A e Google (vocês sabem o link :-) ) deram ótimas apresentações.
Os outros pontos altos do IxDASA foram a performance de Caio Cesar como mestre de cerimônias (com direito a dança no palco) e a produção: auditório bacana, prêmios e bom humor. Ingredientes indispensáveis para um evento perfeito.
Quem quiser acompanhar a repercussão do IXDASA pode seguir o twitter ou buscar pela hastag #ixdsa11.


O motivo desse livro ser tão interessante é que não se trata de uma obra sobre técnicas de pesquisa ou cases de projetos, como quase todos os outros livros sobre Design de Interação costumam ser. Isso pode até soar estranho já que o design é uma área/atividade extremamente prática, mas isso não exclui a capacidade teórica, reflexiva e crítica de quem faz design e essa tal capacidade de embasamento conceitual é justamente o que destaca os bons designers. Os autores fazem uma reflexão crítica sobre o papel do designer, sua prática, seu processo de trabalho, as características do seu pensamento e de suas ações e o questionamento sobre o real resultado do seu trabalho.