Pra quem não conhece, o Offf é um festival de arte/design/cultura digital que há mais de 10 anos convida profissionais como Joshua Davis, Stefan Sagmeister, John Maeda e Neville Brody para mostrar seus projetos e falar sobre processos criativos.

Depois de estar sediado em NY, Lisboa e Paris, em 2011, durante os dias 9, 10 e 11, o festival voltou às origens ao se instalar no CCCB de Barcelona. Estivemos lá e listamos o que de mais interessante aconteceu. Confira:

 

DIA 1
Joshua Davis é o padrinho do Offf. Esteve nas 13 edições e, logicamente, foi escolhido para dar as boas vindas.
Logo após o mexicano Marco Vinicio/Kultnation mostrou o Partner Titles do evento. Design, arquitetura, tipografia e animação para criar um mundo que ele chamou de “sonho utópico”.

 

Os espanhóis do Vasava iniciaram sua conferência mostrando um reel com seu portfólio de design gráfico e motion para clientes como Adobe, Mango, Nike e Jay-Z Clothes. Interessante perceber como um portfolio bem extenso, estritamente “comercial”, consegue ter uma unidade estética acima da média. Trabalho em equipe, esforço, inspiração, coesão, evolução e tecnologia são as palavras-chave da Vasava.


Anrick Bregman, do Unit 9, mostrou alguns projetos da agência e mostrou o que foi a tônica do festival: não existe diferenciação entre projetos pessoais e comerciais. No portfolio da Unit9 tem de tudo: motion, websites, aplicativos iphone e instalações interativas.


O mesmo pode-se dizer de Han Hoogerbrugge, conhecido há vários anos pelas suas micro animações interativas na internet. Possui um universo muito particular, repleto de tensão e humor negro. Além de seus trabalhos para internet, Han mostrou projetos comerciais (para a Absolut, por exemplo) e instalações artísticas.


Os locais do Multitouch Barcelona iniciaram a palestra com um sério problema: o idioma. A pedido do festival, todos os conferencistas teriam que falar em inglês, para facilitar o entendimento do público estrangeiro, maioria no evento. Isso acabou se tornando um tormento para os meninos (nenhum tinha mais de 28 anos) do escritório de Barcelona. Os trabalhos deles são extremamente simples, o que os tornam muito bons. Interfaces físicas de fácil uso, sem a necessidade da última tecnologia. O que para uns é um limitador, para eles é combustível para explorar a criatividade. Conseguiram com bom humor superar a dificuldade de comunicação com a platéia.

 

Depois do intervalo foi a vez de Blake Whitman, fundador do Vimeo. Falou um pouco da história do portal, tentou achar pontos convergentes entre os videos mais vistos e deixou a seguinte frase: “Content is the king”.


Pontualmente as 19:30, Alex Trochut inicia sua palestra com o jogo ganho: nascido em Barcelona, estudou em Barcelona e mora em Barcelona. Sua conferência era a mais esperada do dia e logo se viu o porquê: deu uma aula de design, mostrando suas referências e a aplicação de cada um delas em seus trabalhos. Seu pai, Joan Trochut; Art Spiegelman; Rick Griffin; Milton Glaser; Herb Lubalin; Shigeo Fukuda e Joan Miró foram alguns dos citados. Inspiração e transpiração na medida certa. Sem dúvida um dos pontos altos do festival.


Para fechar o primeiro dia do Offf, Joshua Davis voltou ao auditório principal para mostrar seus novos projetos, com destaque para o Face of Watson, o super computador da IBM, projeto do qual já falamos aqui no blog.

 

Em breve os posts sobre o segundo e o terceiro dia.